Tipos de aço SAE: o guia completo da classificação SAE/AISI
10 de Fevereiro de 2026

Todo aço tem uma classificação. E quem domina esse conhecimento consegue decifrar a composição do material, suas propriedades e se ele serve ou não para o projeto em questão.
O sistema de classificação SAE/AISI é o padrão mais usado no mundo para identificar aços e é o mesmo que aparece nas fichas técnicas, nos pedidos de compra e nas especificações de engenharia de praticamente toda a indústria metal mecânica brasileira.
Neste guia você vai compreender como o sistema funciona, o que cada família de aço SAE representa e como identificar — pela numeração — se um aço é carbono puro, ligado ao cromo, ao molibdênio ou a outros elementos.
SAE é a sigla de Society of Automotive Engineers, uma entidade americana que, no início do século XX, criou um sistema numérico para padronizar os aços usados na indústria automotiva. O AISI (American Iron and Steel Institute) adotou o mesmo sistema, e hoje os dois são usados de forma intercambiável.
No Brasil, a norma equivalente é a ABNT, que segue a mesma lógica de numeração. Por isso você vai encontrar referências como “SAE 1045”, “AISI 1045” e “ABNT 1045” para o mesmo material.
A classificação SAE não é um número aleatório — é uma informação técnica codificada. Quem domina essa lógica consegue especificar e comprar aço com muito mais segurança. |
A maioria dos aços SAE é identificada por um número de quatro dígitos. A lógica é sempre a mesma:
Exemplo prático: como ler SAE 1045 10 = Aço carbono comum (sem elementos de liga significativos) 45 = Teor de carbono de 0,45%. Resultado: aço carbono médio, sem liga, com 0,45% de carbono. |
Outro exemplo: SAE 4140. O “41” indica aço cromo-molibdênio. O “40” indica 0,40% de carbono. Ou seja: aço ligado com cromo e molibdênio, médio carbono — um dos mais usados em aplicações críticas.
A tabela abaixo reúne as principais famílias de aço do sistema SAE/AISI. As linhas em destaque correspondem às famílias dos três aços que analisamos em detalhe neste artigo.
SAE | AISI/ABNT | Tipo de Aço |
10XX | 10XX | Aços carbono comuns, com máximo 1% Mn |
11XX | 11XX | Aços ressulfurados de corte fácil, alta % S |
13XX | 13XX | Aços manganês com 1,75% Mn |
23XX | 23XX | Aços níquel com 3,5% Ni |
25XX | 25XX | Aços níquel com 5,0% Ni |
31XX | 31XX | Aços níquel-cromo-molibdênio com 1,25% Ni e 0,65% Cr |
33XX | 33XX | Aços níquel-cromo-molibdênio com 3,5% Ni e 1,55% Cr |
40XX | 40XX | Aços molibdênio com 0,25% Mo |
41XX | 41XX | Aços cromo-molibdênio com 0,50–0,95% Cr e 0,12–0,30% Mo |
43XX | 43XX | Aços níquel-cromo-molibdênio com 1,80% Ni, 0,50–0,80% Cr e 0,25% Mo |
46XX | 46XX | Aços níquel-molibdênio com 1,80% Ni, 0,50–0,80% Cr e 0,25% Mo |
47XX | 47XX | Aços níquel-cromo-molibdênio com 1,05% Ni, 0,45% Cr e 0,20–0,35% Mo |
48XX | 48XX | Aços níquel-molibdênio com 3,5% Ni e 0,25% Mo |
50XX | 50XX | Aços cromo com 0,27–0,65% Cr |
50BXX | 50BXX | Aços cromo-boro com 0,5% Cr e 5–30 ppm B |
51XX | 51XX | Aços cromo com 0,8–1,05% Cr |
51XXX | 51XXX | Aços cromo com 1,0% Cr e 1,0% min C |
A classificação SAE é uma ferramenta prática. Veja como ela aparece na rotina industrial:
Regra prática: os dois primeiros dígitos dizem o que tem no aço além do carbono. Os dois últimos epecifica a quantidade de carbono. Quanto mais carbono e mais elementos de liga, maior a resistência e maior o cuidado necessário no processamento. |
Na prática, nenhuma — para a maioria dos aços estruturais, SAE e AISI usam a mesma numeração. O SAE foi criado para a indústria automotiva e o AISI para a indústria siderúrgica, mas os dois adotaram o mesmo sistema de classificação numérica.
Sim. A ABNT NBR segue a mesma lógica de identificação, e na maioria dos casos os números são idênticos. Um SAE 1045 equivale a um ABNT 1045. Para aplicações que exigem conformidade normativa específica, sempre consulte a ficha técnica do material.
Pelos dois primeiros dígitos. Família 10XX = aço carbono puro. Qualquer outra família (41XX, 51XX, 43XX, etc.) indica presença de elementos de liga. Quanto mais distante do “10”, maior a complexidade da liga.
Tecnicamente o SAE 4140 é superior em temperabilidade e resistência. Mas “superior” não significa sempre a escolha certa — o 4140 custa mais, exige tratamentos térmicos mais cuidadosos e pode ser superdimensionamento para aplicações simples. A escolha correta depende do projeto.
Este artigo é o ponto de partida para entender a classificação SAE. Saiba mais sobre o assunto:
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